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Estação de Tratamento de Esgoto

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Iniciada em 1999, na primeira administração do prefeito Reinaldo Nogueira, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Mário Araldo Candello foi inaugurada em 2010, e em fevereiro de 2017 teve início a obra de adequação e ampliação. Com essa obra Indaiatuba vai tratar 100% de todo esgoto coletado na área urbana da cidade e o rio Jundiaí irá receber de volta uma água com muito mais qualidade.

Localizada na Rua Ema G. Magnusson, Distrito Industrial Vitória Martini, em uma área de 310 mil metros quadrados, o acesso à ETE Mário Araldo Candello é feito através de uma ponte de concreto armado construída pelo Saae.

A ETE utiliza um dos mais avançados métodos de tratamento de esgoto do mundo: o biológico, pelo processo de lodos ativados por aeração prolongada com ar difuso, cuja finalidade é introduzir ar atmosférico na massa líquida e, dessa forma, possibilitar a multiplicação das bactérias que se alimentam da matéria orgânica existente no esgoto e que utilizam oxigênio no processo metabólico. A eficiência mínima será de 95% na remoção de DBO, com remoção simultânea de nitrogênio e um sistema de dosagem de cloreto férrico para remoção de fósforo.

Hoje sua capacidade máxima de tratamento é de 1000 litros por segundo, com uma carga orgânica de 200 DBO5 mg/l. Após as obras sua vazão máxima de tratamento será ampliada para 1320 L/s e uma carga orgânica diária estimada em 458 DBO5 mg/l.

Das quatro lagoas, hoje existentes, duas serão adequadas para implantar o sistema de aeração e uma nova lagoa será construída nesta primeira etapa.

A ampliação também contempla o modelo de tratamento terciário através de desinfecção do efluente por hidróxido de sódio e utilização de membranas ultra filtrantes no processo de produção de água de reuso. O resultado do tratamento será um produto que poderá ser utilizado por empresas para finalidade não nobre.

Nesta primeira etapa serão investidos aproximadamente R$ 70 milhões, com recursos provenientes do Saae, Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) e do Programa de Despoluição de Bacias Hidrográficas (Prodes), da Agência Nacional de Águas (ANA).

No fim dessa obra, Indaiatuba aumentará ainda mais a sua contribuição para a despoluição dos rios Jundiaí e Tietê, além de trazer mais qualidade de vida para todos os moradores da bacia.

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Da Caixa de Chegada, o esgoto é enviado ao Gradeamento Grosseiro, onde os sólidos até 30 milímetros são retidos, seguindo em direção à Estação Elevatória de Esgoto Bruto, de onde é recalcado para o tratamento preliminar, para retenção de sólidos até 6 milímetros (Gradeamento Fino).

Para medir a vazão de entrada, o esgoto passa pela Calha Parshall, que o conduz aos Desarenadores, onde a areia e demais materiais sedimen-táveis são retirados.

O tratamento biológico tem início quando o esgoto é então despejado em Duas Lagoas de Lodo Ativado, medindo, cada uma, 171 metros de comprimento por 67 metros de largura e até seis metros de profundidade.

As lagoas estão dotadas, no fundo e nas laterais, de 24 linhas de difusão de ar atmosférico e difusores de bolhas finas que irão possibilitar a multiplicação das bactérias que se alimentam da matéria orgânica existente no esgoto e que utilizam oxigênio no processo meta-bólico.

Esse método permite alternar zonas oxigenadas e zonas sem oxigênio, reduzindo o consumo de energia elétrica, tornando o tratamento mais econômico, e mantendo o mesmo grau de eficiência.
O tratamento biológico é complemen-tado pelos Decantadores, respon-sáveis pela remoção mecânica do lodo e escumas.

A ETE Mário Araldo Candello conta ainda com outras duas Lagoas de Retenção, para serem usadas, em caso de necessidade, na remoção mecânica do lodo. No futuro, poderão ser utilizadas também para ampliar a vazão de tratamento.

Para injetar ar comprimido nas lagoas, o sistema de aeração conta com a Casa dos Sopradores, equipada com sete sopradores completos.

Após o tratamento, outra Calha Parshall (2) irá medir a vazão de saída de esgoto tratado, antes de seu lançamento no Rio Jundiaí.

A ETE Mário Araldo Candello conta ainda com um sistema de desidra-tação de lodo composto por dois Adensadores, Tanque de Armaze-nagem de Lodo, Casa de Desidratação e ampla área ajardinada.

Além de uma ponte de acesso para travessia do Córrego do Barnabé, fazem parte das instalações a portaria, um sofisticado Laboratório de análises de efluentes, dotado de auditório com 50 lugares, Estação de Tratamento de Água de Reuso, Reservatório Elevado, e Subestação de Energia.

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