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Água tratada de Indaiatuba não possui agrotóxicos. Houve erro na interpretação dos dados do Siságua

  • Redatores: Renata Coutinho – DSC Saae
  • Release N.º: 1228
copo de agua_padmin | SAAE | Indaiatuba -SP

Um estudo da ONG Repórter Brasil e Agência Pública que aponta uma suposta contaminação da água das torneiras das principais capitais e outras cidades brasileiras com agrotóxicos, está com erro de interpretação dos dados recolhidos no SISÁGUA (Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano).

A partir do estudo, foram publicadas diversas reportagens em vários veículos de comunicação e redes sociais, que apelaram para um tom alarmista. O Serviço Autônomo de Água e Esgotos de Indaiatuba explicou o erro aos veículos que questionaram, porém, outros órgãos de comunicação apenas replicaram os dados, sem ao menos verificarem a veracidade das informações, gerando insegurança na população e colocando em dúvida a qualidade da água tratada distribuída em Indaiatuba.

O SAAE vem esclarecer que a água tratada distribuída pela autarquia à população de Indaiatuba NÃO possui agrotóxico e a informação que vem sendo veiculada está equivocada. A autarquia irá entrar com pedido de retratação contra todos os veículos que divulgaram a matéria.

São enviados mensalmente, desde 2008, ao SISÁGUA os resultados das análises que são solicitadas pelo órgão, seguindo a Legislação Federal (Portaria de Consolidação nº 5). A legislação determina, entre outras coisas, a frequência, a quantidade de análises e quais parâmetros devem ser realizados na água distribuída à população. Os resultados obtidos destas análises são adicionados ao banco de dados.

As análises relacionadas com agrotóxicos são feitas semestralmente, por laboratórios contratados e acreditados, que possuem ISO 17025. Esses laboratórios possuem seu Limite de Quantificação bem pequenos justamente para que haja uma margem de segurança nos resultados, em relação aos limites estabelecidos na legislação. Ou seja, o limite de quantificação mostra qual o menor valor que um laboratório consegue quantificar para aquela substância.

Por exemplo, o limite que a legislação determina para o agrotóxico Alaclor é de 20 µg/L, e a quantificação contratada do Laboratório Controle Analítico é 0,00025 µg /L.  Ou seja, estar no banco de dados que a água tratada de Indaiatuba o resultado da análise em menos que (<) 0,00025, não significa que ele está presente e sim que o laboratório só consegue ver quanto tem desse agrotóxico, a partir desse valor mínimo. O que leva a crer que houve erro na interpretação dos dados por esses veículos de imprensa.

A água de Indaiatuba sempre apresentou resultados menores que o quantificado, como mostra a tabela do SISÁGUA, onde o Alaclor aparece, em 2017, quantificado como menor que (<) 0,00025. E assim acontece com os todos os 27 agrotóxicos divulgados nas matérias. Por esse motivo, podemos afirmar que a água tratada em Indaiatuba não apresenta agrotóxico, que todos os valores estão abaixo da capacidade de identificação dos laboratórios e muito abaixo dos limites da legislação.

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