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Saae garante qualidade da água tratada durante a pandemia

  • Redatores: DCS Saae
  • Release N.º: 1337
eta 1admin | SAAE | Indaiatuba -SP

Uma das grandes necessidades apresentadas em meio à pandemia global causada pelo novo Coronavírus é o fornecimento contínuo de água tratada de qualidade à população.

Na fase pandêmica a continuidade das operações e processos essenciais de tratamento e distribuição de água tratada é plenamente garantida pelo Serviço Autônomo de Água e Esgotos (SAAE), nos diferentes setores de operação nas Estações de Tratamento de Água (ETAs), de Manutenção e Administrativo, onde rigorosas normas de limpeza e desinfecção foram empregadas.

Para o enfrentamento da pandemia, foram criados grupos de trabalho com objetivo de elaboração de planos de contingência para as empresas de saneamento.

A Rede de Resiliência dos Prestadores de Água e Esgoto ante a Pandemia COVID-19 é composta por 250 profissionais da área de saneamento, que atuam, principalmente, como pesquisadores, gestores e/ou técnicos de instituições de ensino superior, instituições governamentais e empresas de tratamento de água e esgoto doméstico do Brasil. O grupo elaborou o documento intitulado “Elementos de um plano de resposta a pandemias para Prestadores de Serviço de Saneamento (com foco no Covid-19)” que apresenta uma abordagem possível para construção de estratégias de enfrentamento a pandemia de COVID-19.

Destinando-se a Prestadores de Serviços de Saneamento (PSS), a Rede tem como integrantes, Matheus Valle (Coordenador – Rede de Resiliência), Léo Heller (engenheiro sanitarista DESA UFMG, doutor em epidemiologia pela Fiocruz) e Ana María Escurra (Consultora externa – Rede de Resiliência dos Prestadores de Água e Esgoto ante a Pandemia do COVID19).

Seu objetivo não é fornecer diretrizes para o desenvolvimento de um plano, mas apresentar um conjunto de informações sobre ações específicas que podem ser pensadas para sua elaboração. As normas propostas baseiam-se no Manual de Planejamento Operacional da Pandemia, Conselho Regional de Stuttgart, Gabinete Estatal da Saúde/Serviço Federal de Proteção Civil e Assistência em Catástrofes, Versão 2.2B, dezembro de 2007.

Já o Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ) promoveu nos últimos dias, dois seminários online (webinar) abordando o assunto. A Pesquisadora em Saúde Pública pela FIOCRUZ –  BA, Nelzair Vianna apresentou o tema “Saneamento e Saúde Pública”. Complementando o seminário, Adriana Lagrotta Leles da Presidência/Assessoria de Gestão da Sustentabilidade da Sanasa Campinas abordou a “Importância do Saneamento no Combate às Epidemias”.

O SAAE é representado junto aos grupos de trabalho pela superintendente-adjunta, Vanessa Cristina do Carmo Kühl. “Estes grupos foram criados para que as empresas tenham à sua disposição um conjunto de elementos úteis para a construção de suas respectivas estratégias de enfrentamento ao COVID-19, fornecendo ferramentas que os ajudem a garantir a continuidade da prestação dos serviços de saneamento e a saúde dos trabalhadores”, explica a superintendente-adjunta.

Desinfecção das Unidades e outras medidas preventivas

O SAAE tem realizado o processo de desinfecção com solução de cloro, nas áreas internas e externas de uso comum das unidades da Autarquia. A execução é feita pelo técnico responsável das Unidades de Tratamento de Água, Herik Fernando Magno da Costa e pelo técnico responsável pela ETA III, Claudemar Rodrigues Pereira. A desinfecção é realizada, principalmente onde há maior número de trânsito de pessoas e com isso, é possível eliminar a contaminação.

Medidas também foram adotadas, seguindo a orientação dos grupos de trabalho. Dentre elas a criação de um plano de contingências para avaliação e controle da infecção pelo Covid-19 na Autarquia, através da identificação dos colaboradores que apresentam algum tipo de risco e as medidas de prevenção necessárias (afastamento, Home Office, etc).

Outra ação fundamental para a proteção dos colaboradores da Autarquia foi a criação de novos hábitos diários que foram incorporados pelas equipes de Tratamento de Água e Esgoto, de Manutenção, Administrativo e de Coleta e Análises do Controle de Qualidade do Laboratório de Águas.

Lavar as mãos com água e sabão de forma adequada ao chegar ao local de trabalho, desinfecção dos locais de uso múltiplo (maçanetas, corrimões, tampos de mesas, bancadas, interruptores, telefones, teclados, botões de descarga), limpeza do volante da direção do veículo antes de sair para atividades externas usando álcool a 70%, uso de EPI’s (máscaras, luvas descartáveis) fornecidos pela empresa, manter o protocolo de 1 a 2 metros do colega quando falar, além de manter o local de trabalho ventilado, foram algumas das medidas adotadas.

Análises de Qualidade da Água garantida pelo Laboratório de Águas pela ISO 17025

Uma das preocupações da equipe era de manter o Sistema de Gestão da Qualidade no Laboratório de Águas protegido, de forma que ele continuasse operando. “Conseguimos criar uma rotina, criando processos de organização dos procedimentos, normas, legislações e outros, mesmo a distância”, destaca Vanessa.

O Laboratório de Águas do Controle de Qualidade do SAAE avalia a condição dos corpos hídricos existentes (poços, nascentes, rios, córregos) e da água tratada distribuída à população de Indaiatuba, através de coletas e análises, de acordo com a legislação vigente.

Possui implantada a norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, garantida por auditorias internas anuais e por avaliações do INMETRO.

Anualmente são realizadas auditorias internas para a validação do Sistema de Gestão de Qualidade da ISO 17025, norma vigente nos laboratórios, que garante a acreditação das análises realizadas. O processo tem como objetivo assegurar a melhoria continua dos trabalhos desenvolvidos, sendo requisito básico da norma.

A auditoria interna examina se estão sendo cumpridas as normas de qualidade e segurança, à eficiência operacional e aos aspectos de controle de suas metodologias, para isso uma série de documentos são criados para o atendimento da norma de qualidade utilizada (POP), para garantir que sejam realizados sempre da maneira como foram definidos, sem falhas.

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